TEMPO PERDIDO – 13/09/2019

Meu Deus, como eu precisava estar aqui!

Quanto tempo vaguei em busca de um consolo e de um conforto e não encontrava alívio para as minhas dores!

Quanto tempo perdido, Senhor!

Eu não queria entender que através da prece, de procurar ajuda, fugir da vida que levava, desregrada, sabendo-me desencarnado, poderia ser consolado e confortado, mas queria ainda usufruir dos vícios e das paixões, queria aproveitar cada momento, continuar a vida que levava quando vivo.

Quantas orações minha mãe, minhas irmãs dirigiram ao Pai, para que eu encontrasse o meu caminho, pois elas sabiam, através da vida que vivi, como eu deveria me encontrar na minha morte..

Frequentava lugares que sempre frequentei, usufruía das mesmas paixões, dos mesmos vícios. Via o sofrimento da minha mãe e das minhas irmãs, sabedores da minha conduta.

Certo dia, percebi luzes emanadas desta instituição, alguns amigos aqui se dirigiam, cansados, saturados dessa vida que não condizia com a tranquilidade e a paz almejada, e por simples curiosidade acompanhei-os; eles entraram por essa porta e quanta luz percebi aqui dentro. Mas mesmo assim ainda não queria me render, entregar-me, modificar, e fugi dessa oportunidade que me foi oferecida.

O tempo passou e eu continuei nas minhas mazelas, continuei na minha vida desregrada, até que um dia, quando estava perambulando pela rua procurando os antros de perdição, onde me sentia bem, percebi que na porta de um desses locais estava esperando por mim a minha querida mãezinha. Ela estava habitando o mesmo plano que eu, só que obviamente na esfera bem superior, mas ela veio até mim convidando-me para que eu fizesse a viagem de retorno, a viagem de retorno ao bem, que eu recordasse da minha infância onde toda nossa família se reunia e ali em prece rogávamos a Deus que me protegesse e nos orientasse.

Meu Deus! Como me desviei desse caminho que minha mãe, meu pai e meus familiares traçaram para que eu seguisse! A ovelha desgarrada procurou outras emoções, procurou fugir daquela rotina, daquele cotidiano, e me extraviei completamente; e apesar dos sofrimentos, dos apelos dos meus parentes, da prece sentida que eles dirigiam a Jesus, a Deus, a Maria de Nazareth, eu continuava de ouvidos tampados e de coração insensível, e só queria aproveitar a vida como entendia.

No momento em que vi minha mãe, ela estendeu os seus braços e falou: - Venha filho querido, em nenhum momento eu te abandonei, em nenhum momento deixei de rogar a Deus por você, pela sua recuperação! E assim agasalhado, envolvido pelos braços maternos, pude ver também a minha avozinha tão querida, a que tantas decepções causei, e as duas, cada uma pegando em um braço, caminharam em direção a essa casa, de onde eu já havia fugido uma vez. As portas estavam abertas, vários e vários amigos eram atendidos. Eu ouvi a Ave-Maria, que me comoveu sensivelmente, lembrei das preces de minha mãe, de minha avó e de toda minha vida completamente desperdiçada porque eu não havia construído nada, eu não havia construído nada... Mas haveria salvação para este espírito tão rebelde, que tantos males causou a seus entes queridos e a si mesmo? Dessa vez eu penetrei neste salão, e para minha surpresa para um espírito tão dementado, tão caído no vício, fui acolhido por irmãos que me receberam, e sob o amparo de minha avó e de minha mãe, tive uma cadeira que eu pude sentar e ouvir algumas preleções. Esse foi o primeiro passo que eu dei rumo a minha reabilitação.

Muito comovido, senti a diferença da vida que estava levando com essa nova oportunidade que estava surgindo para mim. Oportunidade em que seria acompanhado por entes queridos, sabedor das dificuldades que encontraria para vencer as minhas más inclinações, mas confiantes sempre na bondade de Deus e confiantes na minha recuperação. E querendo dar alegria e felicidade aos meus entes queridos, e trazer essa felicidade para mim também - porque aquela vida já não me satisfazia, resolvi de livre e espontânea vontade, usando o meu livre-arbítrio, trilhar esse novo caminho, repito, sabendo que será um caminho de sacrifício, um caminho de renúncia, um caminho das trocas de prazeres fáceis, por um caminho onde eu terei de atravessar a porta estreita, mas estou convicto que esse é o caminho da minha salvação.

Peço desculpas a minha mãe, a minha avó, minhas irmãs, meninas tão lindas que se dedicaram e que em nenhum momento se esqueceram de mim, e nem me abandonaram. Estiveram sempre rogando a Deus para que eu realmente voltasse ao caminho do bem, ao caminho da redenção.

Nesse momento em que tantos e tantos irmãos são aqui atendidos, inicio uma nova caminhada. Só temos palavras de agradecimentos por tudo que está sendo oferecido a cada um de nós, essas bênçãos de luz, por essa casa de tantas luzes e tantos amigos abnegados que trabalham no bem e no amor ao próximo, às vezes renunciando a vocês mesmos, se dedicando com afinco, com determinação para que tenhamos essa assistência, essa ajuda e esse auxílio. Nesse momento em que também somos atendidos por amigos espirituais, dedicados amigos trabalhadores da Obreiros do Bem, que diariamente se dedicam ao atendimento ao próximo e fazendo disso a sua missão de amor, colocando acima de seus interesses o bem estar do próximo; que esta casa que estou sabendo agora, que tem como mentor Pedro de Alcântara e inúmeros trabalhadores, como dizem, a imensa falange da Obreiros do Bem, uma casa de amor, uma Casa do Bem, uma Casa de Paz. E sabemos que independente dos encarnados que por aqui passam ou passarão, esta instituição continuará cumprindo o seu papel de acolher todos os necessitados que vem em busca de paz, da tranquilidade, da reconciliação, do amor e acima de tudo em busca de Jesus e da Misericórdia Divina. Como sou grato por esse acolhimento! Eu, ovelha desgarrada, o filho pródigo que retorna ao seio do bom pastor e ao seio do Pai.

Orem por todos nós que aqui estamos para que consigamos superar todas as adversidades, que com certeza teremos de suplantá-las com muita determinação, fé e amor nos nossos corações.

Obrigado por tudo, obrigado por essa casa existir e obrigado por me receber, espírito ainda tão imperfeito, mas nós sabemos que esta Casa está aberta para receber todos aqueles que aqui acorrem em busca de auxílio e de socorro.

Bendita casa de Pedro de Alcântara!

Graças a Deus! Graças a Deus!

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