Princial \ Psicografias \ ( LEI ÁUREA - COMEMORAÇÃO 13 DE MAIO )
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Qua, 08 de Junho de 2011 12:15

Filhos queridos do meu coração,

No dia 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel assinava a Lei Áurea que libertava todos os escravos no nosso país. Faz exatamente 123 anos. Um, dois, três, o início de uma caminhada para muitos de nós e que esses 1,2,3 sejam os primeiros degraus a serem pisados por aqueles que iniciam a sua libertação hoje.

Imaginemos o povo africano naquela época sendo caçado, laçado como animais, amores separados, despedaçados, divididos, mães separadas dos filhos, esposos das esposas, para que alguns comerciantes ávidos de riquezas pudessem armazenar, pudessem acrescentar mais alguns centavos, mais algum ouro a suas contas pessoais. Meu Deus, o que o ser humano é capaz de fazer pela riqueza, pelo ouro e muitos eram colocados nos porões infectos dos navios negreiros e trazidos aqui para essa Pátria tão linda, tão maravilhosa, tentando assim manchar esse pais que foi preparado pelo Cristo como o coração do mundo e a pátria do evangelho. Muitos se revoltaram, mas muitos percebendo que o resgate através da dor seria o caminho para a sua evolução procuraram auxiliar aqueles irmãos em desespero que eram trazidos à força para o nosso país. Quantos de nós ainda estamos presos as algemas da dor, do sofrimento, da revolta, da intolerância, da impaciência, da incompreensão. Precisamos, então, quebrar essas algemas, arrebentar as correntes para que nós possamos, livres desses vícios, desses defeitos, desses desequilíbrios, procurarmos alçar vôos para mundos melhores para o nosso progresso espiritual. Quando a Princesa Isabel libertou os escravos ela através do seu amor, através da sua caridade, da sua compreensão que Deus é Pai de todos nós e somos irmãos independente de sermos negros, amarelos e brancos ela deu um grande passo para que esse país realmente avançasse, para que esse país compreendesse a sua destinação como a pátria de todos e todos aqueles que procuram a sua redenção. Pedro de Alcântara, mentor dessa casa, e Princesa Isabel sabiam que com a assinatura da Lei Áurea eles perderiam o império, eles seriam exilados, que eles dariam lugar a República, mas, não hexitarem e cumpriram o papel de libertadores que já estava traçado para eles. Cento e vinte e três anos se nós imaginarmos como o mundo mudou para melhor, como o mundo progrediu em todos os sentidos principalmente espiritualmente e se nós imaginarmos que em 1857 o Livro dos Espíritos veio à luz trazendo para todos nós essa Doutrina libertadora, redentora, consoladora e confortadora.  Irmanados, abraçados, unidos nessa pátria que nos acolheu, que nos recebeu e nós fazemos parte desse progresso com o nosso suor, com o nosso sangue contribuindo, assim, para que a árvore do evangelho aqui nascesse, florescesse e frutificasse. Os negros trazendo as suas religiões, os seus costumes o seu amor a terra, ao ar, a água contribuíram nessa miscigenação com os índios e com os brancos e, posteriormente, com os amarelos para que aqui, sim, fosse construído esse país do futuro, esse país da abundância, esse país da tolerância e da compreensão. Parece que foi ontem, mas, o que são cento e vinte e três anos perante a eternidade. O que são cento e vinte e três anos para nós, espíritos imortais, que trazemos a nossa caminhada de muitos e muitos milhares de anos atrás, caindo, erguendo, estacionando e evoluindo. Vocês não imaginam o quanto foi importante para espíritos endurecidos, recalcitrantes, essa vinda aqui acorrentados e aqui nesse país construindo família resgatamos, nos arrependemos, nos reerguemos e com muito amor nós somos co-participes dessa grande evolução empreendida nesse país que saiu desse período obscuro, trevoso, abrindo os porões dos navios negreiros como nós devemos abrir os porões da nossa mente  para que a luz entre em cada um de nós e que nós envolvidos por essa luz possamos agradecer a Deus a oportunidade que nós temos de caminhar cada vez mais  rumo a nossa libertação espiritual.

Querida Princesa Isabel, querido Pedro de Alcântara, queridos amigos dessa casa que nos proporcionam esses momentos de intercâmbio, que nos proporcionam a oportunidade de trabalharmos unidos, e esse trabalho é um trabalho de redenção, é um trabalho de evolução, é um trabalho de progresso para todos nós. E eu mais uma vez agradeço a Princesa Isabel e a Pedro de Alcântara pela libertação nos proporcionada, pela oportunidade de livres trabalharmos em prol dos irmãos que ainda necessitam que nós estendamos a mãos para eles.

Que procuremos libertá-los e, conseqüentemente, nos libertar das correntes que nos prendem ainda ao passado, que nos prendem ao egoísmo, ao orgulho, a prepotência e a vaidade, que assim libertos possamos abrir as nossas asas e voarmos para dimensões, onde todos nesse grande congraçamento, nessa grande comunhão de ideais, possamos agradecer a Jesus, o nosso Cristo, por esse planeta lindo, azul, verde, com várias tonalidades, que faz com que nós sintamos essas vibrações nos nossos corações, lá no nosso mais íntimo do nosso ser , conforme vocês já disseram, possamos todos nós exclamar, gritarmos Ave Cristo. Quanto vos saudamos, obrigado por tudo, obrigado até pela dor, pelo sofrimento que nos proporcionaram o entendimento, o resgate, o arrependimento, obrigado pela compreensão, obrigado pelo trabalho, obrigado pelos amigos tão queridos, obrigado por essa casa, obrigado por estarmos aqui e obrigado por fazermos parte da grande falange dos trabalhadores da Obreiros do Bem. Que esse treze de maio possa marcar para todos nós a libertação, que nós possamos sair da casca, despir a roupagem do homem velho e vestirmos a roupa do homem reformado, do homem transformado, do homem liberto e do homem pleno de amor e de felicidade rumo ao mais alto, mais consciente que nós só alçamos vôos maiores se nós formos acompanhados por todos aqueles que temos a obrigação de estender a mão. E finalizando, obrigado pela oportunidade de trabalho nos grupos mediúnicos dessa casa. Muita paz queridos irmãos e que treze de maio realmente simbolize para nós a libertação espiritual. Um forte abraço daquele que vos ama,

Pai Velho Antonio de Aruanda

( Mensagem psicofônica recebida no Grupo de Estudo e Educação da Mediunidade da AEOB, em 13/05/2011 )

 
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