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RECORDAÇÕES DE PAI VELHO ANTONIO DE ARUANDA 06/10/2017 PDF Imprimir E-mail
Sex, 09 de Fevereiro de 2018 22:26

RECORDAÇÕES DE PAI VELHO ANTONIO DE ARUANDA 06/10/2017

Filhos queridos do meu coração,

Como foi proveitoso este estudo de hoje sobre os passes, para os nossos queridos irmãos que aqui compareceram, estudando juntamente com vocês nessa noite de tanta luz e de tanto esclarecimento para todos nós.

Recordo da minha última romagem pelo planeta Terra, quando aqui estive numa fazenda do interior, na condição de escravo; a importância do tratamento carinhoso que era dispensado a todos nós através do passe, da água fluidificada , das rezas e das ervas medicinais que muitos de nós aprendemos a manipular.

A importância da amizade que reinava na senzala e a importância de acreditarmos no Poder Maior: que nós sairíamos daquela situação ou, se não conseguíssemos sair, teríamos toda proteção dos nossos guias espirituais e de Deus, nosso Pai maior.

Até o momento que o nosso senhor, que a nossa sinhazinha compreenderam que nós éramos também irmãos, independentes da cor da pele, nossos irmãos escravizados muito sofreram, mas sofreram unidos e sabedores que podíamos contar sempre com a ajuda e a proteção uns dos outros.

Quantos passes foram aplicados, nos fortalecendo!

Quantas rezas rezamos juntos!

Quantas cantigas entoamos naquelas noites enluaradas, onde cada um de nós era para o outro o esteio, a proteção, o amparo!

Fizemos grandes amizades, e o importante: naquele grupo, naquela fazenda, existia a verdadeira união e não existiam casos de deserções e traições, mas de ajuda mútua e de uma amizade muito profunda, e isso nos fortalecia a cada dia e fazia com que nós enfrentássemos os maiores desafios sempre com a confiança que tudo se resolveria.

Quando a sinhazinha ficou curada de sua enfermidade, com quanta emoção nós a recebíamos toda noite no terreiro da fazenda, onde todos cantávamos juntos e líamos a Bíblia, nos emocionávamos com as passagens de Jesus, e sempre refletíamos sobre as curas que Ele efetuava. Que poder era esse? E algumas rezadeiras nossas efetuavam as curas, nos ajudavam a sair de determinados sofrimentos, e sabíamos também que existia a Providência Divina envolvendo cada um de nós.

A nossa fé era fortalecida para que suportássemos todos aqueles dissabores, aquelas situações adversas, que ocorriam não por acaso, mas para que se cumprissem os desígnios divinos e as Leis de Causa e Efeito.

Foi muito importante para todos nós que vivemos naquele período de escravidão esse resgate, quando suportado com resignação, sem revoltas, e acreditem vocês, muitos assim o suportaram. Que bem isso fez para os seus espíritos! E hoje esses irmãos ajudam todos aqueles que se rebelaram, se revoltaram, para que eles possam ter um caminho, um caminho de luz para que eles possam ser socorridos e atendidos . Ainda muitos irmãos permanecem nas trevas, mas não estão desamparados, só esperando o momento propício para que sejam retirados dessa situação e, sem revolta nos seus corações, serem encaminhados para o socorro e para o auxílio.

Nós aqui, trabalhadores da Associação Espírita Obreiros do Bem, irmanados em mais uma etapa de labores desta Casa, nos sentimos muito felizes em estarmos unidos, juntos no dia a dia participando desse empreendimento, estudando juntos e procurando dentro das nossas possibilidades auxiliar sempre para que essa Casa cumpra a missão que foi destinada.

Inúmeros trabalhadores desta bendita instituição nessa noite aqui estão reunidos nesse grande congraçamento, nessa festa de luz, trazendo até vocês a nossa amizade, a nossa gratidão por nos proporcionar noites tão agradáveis de estudo, de conhecimento para todos os irmãos que aqui participam com vocês.

Essa noite é de uma grande alegria para todos nós, principalmente para mim, porque estou recebendo a visita da minha sinhazinha tão querida, que veio trazer um abraço carinhoso para esse pai velho que não merece tantas graças. Nos emociona o carinho que recebemos desses espíritos de tanta luz que estão aqui confraternizando conosco, trazendo esperanças, aumentando a nossa fé e mostrando a importância do trabalho no bem, o trabalho efetuado com muito amor no coração atendendo ao nosso próximo. Lembramos dos ensinamentos que a sinhazinha nos passava através da leitura do Evangelho e de tantas passagens maravilhosas da vida de Jesus que ficaram gravadas nos nossos corações. Esses ensinamentos evangélicos levavam para todos aqueles irmãos sofredores das senzalas a certeza de dias melhores, e que Jesus veio para socorrer os aflitos, os desesperados, aqueles que tinham necessidade daquela palavra tão consoladora e tão confortadora. É o que todos nós procuramos fazer para todos aqueles irmãos que são aqui trazidos diariamente para esse socorro espiritual, porque as atividades aqui, como vocês sabem, ocorrem vinte e quatro horas por dia, e nós sabemos a importância dessa Casa estar sempre de portas abertas atendendo cada dia mais necessitados que aqui procuram ou são trazidos em busca de socorro e de auxílio.

Nesse banquete de luz da noite de hoje, nós queremos deixar para vocês todo nosso sinceros agradecimentos pela oportunidade de trabalho que vocês nos proporcionam, servindo de intermediário, doando as suas energias, as suas forças para que possamos utilizá-las nesses irmãos que aqui nesse momento, e durante todos e todos os dias, são amparados e socorridos.

Agradecemos a Pedro de Alcântara a confiança em nós depositada nessa sua Casa, essa oportunidade de trabalho, importante para cada um de nós, porque nos proporciona o resgate e a reparação das nossas dívidas passadas. Que possamos ser dignos da confiança em nós depositada e que possamos com afinco, determinação, com muito amor continuarmos esse trabalho, o trabalho de luz, o trabalho no bem, o trabalho no amor.

Com os nossos agradecimentos por tudo que nos foi oferecido nessa noite, pela amizade, companheirismo, pelas visitas que estamos recebendo desses espíritos tão amigos, nos despedimos de todos vocês, com abraço fraterno, carinhoso, amoroso, amigo, de toda falange da Obreiros do bem, sob a coordenação e orientação de Pedro de Alcântara.

Fiquem em paz, filhos queridos do meu coração.

Pai Velho Antonio de Aruanda.

Graças a Deus!

 
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