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Suicídio: Viver é a melhor solução - 21/04 e 04/05 PDF Imprimir E-mail
Dom, 17 de Junho de 2018 21:54

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Amparo espiritual a uma suicida – 21/04/2018

Queridos amigos desta casa tão abençoada,

Estou aqui, acolhida e amparada por vocês, e gostaria de expressar todo o meu agradecimento.

Quando vivia, tinha um interesse especial pela Doutrina Espírita, mas não pratiquei, nem mergulhei no estudo desta Doutrina. Ficava, como se diz, na superficialidade. Lia, gostava, mas não me aprofundava.

Casei-me cedo, e o príncipe tão aguardado em pouco tempo transformou-se em um monstro, tão insensível que me agredia física e moralmente.

Meus pais, idosos, não poderiam dar o apoio necessário, e eu aguentava aquela situação, acovardada pelas ameaças constantes do meu marido.

E fui tornando-me covarde, amedrontada e depressiva. E pensava assim em me suicidar. Amigas me orientavam, ajudavam com conselhos, queriam que eu denunciasse meu agressor e precisei de terapia, que não pude dar continuidade por vários motivos.

Quando as amigas perceberam meu estado psicológico-moral, levaram-me a um centro espírita e emprestaram-me livros, dentre os quais “Memórias de um suicida”, talvez já prevendo ou imaginando o que eu pretendia fazer.

Lia avidamente os livros, que traziam-me conforto, mas eu já estava vivendo em péssimas condições mentais e físicas. E mesmo após a leitura do “Memórias de um suicida”, não aguentei mais minha situação: me suicidei.

Atirei-me do alto de um edifício.

A queda para mim demorou séculos. Eu caía e caía e nunca chegava ao solo e quando isto aconteceu tudo explodia em minha mente.

Não vou relatar estes últimos momentos tão angustiosos, mas eles me perseguem até hoje.

Após o impacto, completamente dementada, descontrolada, com dores por todo o corpo, com o cérebro explodindo, não pude entender nem raciocinar sobre o meu estado.

Inexplicável a angústia, o desespero, a aflição. E saí correndo cheia de dor. Corria, corria e assim que eu parava, revia a queda em alternância com a corrida desatinada. E a gritaria, as pessoas me apupando, vaiando, chamando-me de covarde e a minha mente num turbilhão, explodindo. E eu precisava de um momento de paz. Não estava aguentando tanta pressão. E além disto tudo, o remorso, o arrependimento.

Porque não tomei determinada atitude?

Porque não tomei providências quanto às agressões? Porque me permiti ser tão covarde a ponto de tirar minha própria vida?

Eu estava prisioneira de mim, enquanto meu algoz com certeza estaria livre e gozando desta liberdade. Senti-me então arrastada para uma região onde só havia prantos e ranger de dentes.

Muita gritaria, correria, choros, lamentações, blasfêmia, agressões.

Meu Deus, quanto tempo estive ali? Gostaria de orar, mas devido àquela balbúrdia, não conseguia concatenar meus pensamentos. Que loucura, meu Deus. Eu preciso de um momento de paz.

E para me isolar, procurava furnas, cavernas, mas já estavam habitadas por espíritos sofredores como eu, e cada um trazendo seu desespero. Mas me escondi o quanto pude para-me livrar daqueles companheiros e, sozinha, rememorava sempre e me via caindo, caindo.

Perdi a noção do tempo. Passei ali dias, meses, anos? Não sei.

Até que certo dia, próxima de mim, ouvi uma voz chamando meu nome: Verônica X, Verônica X.. Era eu. Mas quem me chamava? Quem me encontrou ali? E como?

E a voz continuava: Verônica X., venha até nós! Saia de seu esconderijo, pois queremos e podemos ajudá-la! Venha até nós! Não sei porque lembrei de Jesus chamando : Lázaro, saia! E eu saí.

Vários espíritos que emitiam luzes aguardavam-me na porta da furna. Sorriam e estendiam os braços. Aí lembrei do que li em “Memórias de um suicida”. Seriam eles os “Legionários de Maria”?

E alquebrada, cheia de dores, fui ao encontro deles e envolvendo-me, colocaram-me em uma maca.

Meu Deus, quando olhei, vi uma carruagem, puxada por lindos cavalos brancos e eu imaginei estar sonhando. Era igual ao livro. Então eu estava sendo ajudada pelos Legionários de Maria de Nazaré, a querida mãe de Jesus, nossa mãe!

Naquele momento, orei agradecida as bênçãos que estava recebendo: eu, um espírito tão rebelde. E pude dar vazão aos meus prantos reprimidos. Existia a esperança, e eu a estava recebendo.

Fui conduzida, junto com outros irmãos, a um imenso hospital, que recebia suicidas em uma de suas alas. Tudo muito limpo, arejado. Um detalhe chamou-me a atenção. O pavilhão era circular, e a parte interna dava para um Jardim-pomar onde existiam inúmeras flores e árvores frutíferas, com fontes para onde acorriam pássaros de várias cores e cantos maravilhosos. E a nossa cama estava voltada para as janelas, onde podíamos apreciar todos esses encantos.

Médicos, enfermeiros, psicólogos, magnetizadores incansáveis vinham todo momento nos atender, com tratamentos a base de fluidoterapia, banhos de imersão e muita conversa e música.

Apesar de todo o tratamento, sentia uma angústia enorme e uma pressão intensa sobre meu coração e eu precisava de ar, queria sair correndo, procurando aspirar, livrar-me deste peso que me oprimia. Nestes momentos, meu estado piorava, as dores eram mais intensas e eu voltava a sentir a queda; eu caía e tentava desesperadamente segurar em algo, e claro, não conseguia.

Aí, os nossos amigos, médicos, enfermeiros acorriam, tentavam me acalmar e pediam que evitasse lembrar dos fatos que me levaram ao suicídio e à minha queda. Dei muito trabalho, reconheço. Como foi difícil tentar o reequilíbrio! Depois de algum tempo, que exigiu muito tratamento, quando me senti melhor, fui aos poucos tendo permissão para sair, ir a reuniões dentro do pavilhão, onde nos falavam do Evangelho, da Doutrina Espírita e aos poucos passei também a frequentar reuniões junto com outros irmãos de infortúnios, onde orientadores procuravam reviver os momentos angustiosos que antecederam nosso desencarne para que orientados pudéssemos trabalhar estes momentos e superá-los, diminuindo assim seu impacto em nosso espírito. Tudo muito bem orientado, estudado, conduzido.

Já podíamos passear em grupos pelos jardins, pomares, conversar entre nós.

Com o passar do tempo, fomos conduzidos a algumas “Casas Espíritas”, onde assistíamos palestras, estudos e recebíamos dos médiuns, fluidos e, alguns, o choque anímico para o nosso restabelecimento perispiritual.

Tive permissão para comparecer aqui em algumas reuniões, e sempre havia comentários entre nós e nossos instrutores sobre o que havíamos estudado e aprendido.

Vocês não imaginam o bem que nos fazem, com suas orientações através dos estudos, das leituras e da doação de carinho, amor e da doação de energia para o nosso equilíbrio e bem estar. Que Deus os recompense.

E através das orientações de nossos instrutores, temos conhecimento da encarnação que nos aguarda, com muitas dificuldades e com várias restrições mentais e físicas devidas ao suicídio. Estou consciente disto tudo e sei que devo passar por isto, para que através do resgate necessário possa almejar ser vitoriosa, a superação desta queda que me impus por invigilância, falta de fé, de perseverança, determinação e coragem. Sei que fui envolvida por espíritos que queriam a minha queda, mas eu abri as portas para que eles atuassem.

Hoje, perdoo o meu ex-marido e os espíritos que me perseguiam, e peço a vocês que nunca se esqueçam de mim, em seus pensamentos e preces, pois muito necessitarei nesta próxima encarnação, em que terei tanto a expurgar.

Acredito no Poder Maior que muito me auxiliará, e sempre agradeço a todos vocês que me auxiliaram durante todo o meu longo tratamento.

Obrigado a todos, e por favor, peçam sempre por mim, para que consiga superar provas que sei serão difíceis, mas não intransponíveis.

Obrigado,

Verônica X

 
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